A Umbanda é paz e amor… é um mundo cheio de Luz! È a força que nos dá vida e a grandeza nos conduz! Avante, Filhos de Fé!

É fato comum chegarem aos terreiros pessoas extremamente deprimidas, adoentadas ou desesperadas pelo fato de não encontrarem em nenhum outro lugar o remédio para seus males. Já passaram por consultórios médicos, igrejas, milagreiros de todas as espécies. Em todos os lugares, foram deixando sua história registrada, acrescida de decepção e gastos financeiros além da conta.

Com a promessa e a busca de “milagres”, pagaram dízimos ou oferendas, tentando terceirizar a solução de seus problemas ou de sua suposta “má sorte”. E enquanto seu saldo bancário e sua fé diminuem, sua decepção e dor aumentam.

O local que não cobra pela caridade geralmente leva a fama de ser “muito fraco”, pois infelizmente as pessoas ainda têm a falsa concepção de que “se não cobrar e bem cobrado, a coisa não funciona”. Além disso, há os que necessitam vivenciar o “fenômeno” para que sua fé tenha fundamento.

“Imagina… guia que fica só aconselhando, mandando rezar e mudar a maneira de pensar…”.

Como bem fala o ditado popular: “só quando a água bate onde não deve é que se aprende a nadar”. Assim, só como último recurso, no desespero total, é que eles batem à porta da Umbanda. Mesmo descrentes, buscam o milagre, chorosos e vitimados pela vida. Ajoelham-se na frente do preto velho ou do caboclo e derramam lágrimas, dedilham rosários de reclamações, tentando convencê-los de que a culpa da desgraça é de todo mundo, menos deles próprios. Acolhidos com todo amor pelos guias de luz, não recebem promessa de milagre, apenas a exigência de uma gradual reforma íntima, aliada a mandingas que os limpam do lixo energético que conseguiram agregar ao longo do tempo.

Saem dali bem melhores do que entraram, quase sempre voltam e aos poucos compreendem que o milagre estava dentro deles próprios.

Não faltarão nessa lista os que, após a melhora, voltam a freqüentar os bancos da igreja aos domingos, exibindo saúde e roupas novas. Quando não, transformam-se em carregadores de bíblia, passando a combater ferrenhamente aqueles por quem foram ajudados. Jamais vão admitir que um dia entraram num terreiro de Umbanda – coisa do capeta….

Ando vivencindo esse tipo de fenômeno… triste, mas faz parte da evolução.

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Comentários em: "Quando você precisa, vem no meu terreiro. Quando não precisa mais, aí eu sou o macumbeiro" (3)

  1. Fante disse:

    Católicos, espíritas, evangélicos, todos poderiam escrever o mesmo texto com as devidas alterações (terreiro, missa, culto, sessão). Desespero e hipocrisia estão por todos os lados, o respeito também deveria estar.

    Minha crença é a primeira dessa lista, mas respeito as outras dentro de alguns limites que não discutirei aqui. A única coisa que eu acho realmente importante numa fé é que ela seja experimentada em profundidade, pois a superficialidade é o primeiro passo para o preconceito.

    Boa sorte na sua fé e vai fundo!

  2. dehlicaramico disse:

    Fantinha, concordo que todas as religiões passam por isso… mas com certeza a umbanda, por seu ritual, pela semelhança com o candomblé e pelo uso distorcido de algumas coisas, me parece ser a mais discriminada.

  3. dehlicaramico disse:

    Fantinha, concordo que todas as religiões passam por isso… mas com certeza a umbanda, por seu ritual, pela semelhança com o candomblé e pelo uso distorcido de algumas coisas, me parece ser a mais discriminada.

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